Por que o BDI é tão importante em um orçamento na construção civil?

Para fazer uma obra, todo o seu fluxo financeiro precisa ser calculado de forma exata. Afinal, se o custo ultrapassar o orçamento, a empresa pode ter alguns – vários – problemas com o cliente. E sem contar que um dos dois, pelo menos, vai sofrer com prejuízos.

Por isso, os engenheiros criaram uma “fórmula” para calcular esse fluxo da melhor maneira possível, sem que haja erros, chamada BDI. Mas existem muitas pessoas que ainda não conhecem este conceito.

Pensando nisso, separamos alguns tópicos importantes sobre o BDI. Confira, abaixo:

O que é BDI?

Como dito antes, Benefícios e Despesas Indiretas (BDI) é a fórmula inventada por engenheiros civis para calcular com exatidão os custos de uma obra.

Contudo, muitas pessoas, não só no Brasil, como em todo o mundo, ainda não entendem direito o que é o BDI e acabam achando que se trata apenas do lucro.

Em um orçamento, são dois os componentes que vão definir seu valor final:

– Custo direto, que é o qual a execução do serviço objeto do orçamento é responsável;

– Custos indiretos, também chamado de BDI, são os valores que contribuem para a formação do custo total, mesmo não sendo incorporados naquele produto final.

De origem norte-americana, o BDI é conhecido e utilizado no mundo inteiro. Ele diz respeito à diferença entre o orçamento e o faturamento, por isso precisa contar com:

– Margem de incerteza;

– Custos financeiros;

– Seguros;

– Administração central;

– Tributos;

– Margem bruta de contribuição;

– Contribuição social.

 

Como usar o BDI?
Caso você queira utilizar o BDI na sua construção, é importante seguir a fórmula estabelecida pelo Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (IBEC). Seria ela:

BDI = { [ ( 1 + AC + CF + S + G + MI ) / ( 1 – T + MBC ) ] – 1} x 100

Assim, tendo isso em vista, o AC é o valor da Administração Central, o CF seria o Custo Financeiro, S seriam os Seguros previstos, G equivaleria às Garantias, MI é a Margem de Incerteza, calculada apenas pelas contratantes, T são os Tributos Municipais, Estaduais e Federais, e MBC seria a Margem Bruta de Contribuição.

Dessa forma, uma vez que este valor seja encontrado e precise ser aplicado em um orçamento, basta aplicar uma nova fórmula:

Preço de Venda = Custo Direto x (1 + BDI/100)

 

Por que o BDI é tão importante em um orçamento na Construção Civil?
O BDI é mais do que necessário na hora de fechar o valor total. Simplesmente porque garante exatidão no cálculo e, assim, evita prejuízo tanto para a empresa quanto para o cliente.

Muitas vezes, as pessoas estão com o orçamento apertado e não podem gastar nem um real a mais, e é aí que o BDI entra e ajuda os funcionários a manterem esse valor no final.

Obter esses valores sobre custo, lucro etc. é um fator de extrema importância para qualquer empreendimento, seja público ou privado. E elaborar todos esses custos também requer eficiência e um nível de excelência, o qual pode ser aumentado devido ao BDI.

 

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Orçamento de Obras: Confira as principais etapas

Realizar um orçamento de obras é colocar em prática a documentação de todas as etapas da construção, compreendendo todos os gastos necessários para a execução da obra.
Assim, o processo de montar um orçamento de obras permite que as construtoras consigam organizar os seus custos, de forma a viabilizar os seus projetos com um custo-benefício satisfatório, tanto para a empresa quanto para o seu cliente.
Confira, neste artigo, as principais etapas para elaborar um orçamento de obras apropriado para o seu negócio.

Elaborando e definindo os investimentos de obra

Para elaborar e definir os investimentos de uma obra, é necessário considerar 3 fatores essenciais. São eles:

1. Fase de Análise

Essa é a fase que irá definir a quantidade de profissionais necessários para a execução da obra, sendo essencial que façam parte da equipe um engenheiro e um arquiteto. Além disso, é preciso realizar o cálculo dos valores a serem aplicados no projeto para poder mensurar se a obra irá gerar o lucro esperado.
Na fase de análise, é imprescindível a compreensão de todos os fatores que envolvem a execução da obra. Isso corresponde desde a equipe de profissionais até o ambiente onde será realizada a construção, pois um local inadequado pode gerar gastos, prejuízos e maior tempo para a execução do projeto.

2. Fase da Documentação

Para que uma obra possa ser realizada, é necessária a apresentação de documentos e de suas aprovações, principalmente no que se refere aos requisitos legais.
Portanto, é preciso ter um olhar mais atento sobre as documentações necessárias, assim como em todos os custos que a liberação do projeto deve gerar.

3. Fase de Decidir

Esse é o momento de realizar os cálculos e definir o prazo de início e conclusão da obra. Nessa fase, é preciso mensurar os possíveis atrasos e prever esse tempo nas determinações de conclusão da construção.
Estabelecer essa organização é uma forma de visualizar a viabilidade do projeto e determinar todos os valores que serão aplicados em conformidade com o tempo de duração da obra.
Assim, se organizam as 3 fases conforme segue:

  • Disponibilidade de investimento;
  • Estimativa e margem de lucratividade;
  • Prazo determinado para a execução e finalização da obra.

Após essas considerações, é possível organizar o orçamento de obra a serem cotados para a execução do projeto em sua totalidade.

Etapas para o orçamento de obras

Após elaborar um cronograma apropriado sobre o projeto e sua execução, chega o momento de realizar o orçamento de obra desse projeto. Para isso, dividimos esse processo em etapas, para melhor entendimento.

Etapa 1: levantamento das informações

Essa etapa coleta todas as informações necessárias sobre a geração de custos do projeto. Ou seja, considera os valores a serem aplicados em:

  • Mão de obra;
  • Materiais;
  • Documentações.

Todas essas informações devem ser organizadas da forma mais detalhada e específica possível, compreendendo todos os valores, podendo dividir os custos por etapas da construção, como a hidráulica, de vedação, estrutural, etc.
A partir dessa etapa, fica mais fácil acompanhar o desenvolvimento do projeto e iniciar a elaboração de um orçamento de obras apropriado para o seu projeto.

Etapa 2: organização de custos

A execução de uma obra gera custos diretos e indiretos para o projeto. Os custos diretos serão aqueles utilizados no canteiro de obra e os indiretos geralmente estão relacionados a:

  • Taxas;
  • Valores administrativos;
  • Materiais de escritório;
  • Dentre outros.

Para fazer um orçamento de obras, o ideal é que se monte uma tabela, planilha ou mesmo uma lista com todos os recursos a serem utilizados, valores e quantidades necessárias para ter um valor mais preciso dos custos.
Nessa etapa, a parte que exige maior atenção é a realizada pelo engenheiro, que deverá determinar os materiais e as quantidades necessárias para a execução da obra.
Assim, para melhor organizar os custos defina:

  • Quantitativo de materiais;
  • Produtividade dos funcionários;
  • Materiais desperdiçados no decorrer do processo;
  • Rejeitos.

Após essas considerações, é o momento de conferir os valores de mercado, para poder estabelecer melhor uma margem de lucro, sem que os valores fiquem muito acima dos concorrentes.

Etapa 3: fechamento de orçamento

Após listar todos os valores, é a hora de definir a lucratividade que se deseja obter com a obra. No entanto, é necessário considerar que a construção está vulnerável a riscos, ao mercado competitivo e à instabilidade do mercado imobiliário.
Além do valor de custos diretos, o fechamento do orçamento deve ser fechado conferindo todos os valores, como:

  • Gastos indiretos no projeto;
  • Lucro desejado;
  • Impostos.

Assim, se adquire o valor do Benefício e Despesas Indiretas, gerando um percentual que permite a concretização do orçamento de obras.

Entregando o orçamento ao seu cliente

Após conhecer o custo real da obra, é mais fácil apresentar ao cliente os orçamentos da construção. Muitas construtoras montam relatórios com todas as informações do projeto muito bem especificadas para justificar o custo da obra ao seu cliente.
É possível, também, contar as ferramentas digitais para organizar todos os dados e informações do projeto. Atualmente, com o avanço da tecnologia, a Inteligência Artificial é uma ferramenta que permite a otimização do tempo, com respostas rápidas e precisas.
A partir desse recurso, é possível gerar:

  • Relatórios;
  • Modelos de orçamentos;
  • Planilhas;
  • Gráficos;
  • Calcular valores mais precisos e certeiros;
  • Dentre muitas outras possibilidades.

Independente de como sejam realizadas as apresentações do orçamento de obras aos seus clientes, o ideal é que eles não fiquem com dúvidas em relação aos seus investimentos.
Dessa forma, é possível estabelecer uma negociação transparente e sem transtornos posteriores em relação às divergências de interesse.
Ao realizar o orçamento, confira sempre todos os valores calculados e se não está faltando nenhum recurso que possa a vir agregar mais valor à obra. Essa é a melhor maneira de evitar prejuízos futuros e perda de lucratividade com o seu projeto.
Agora que você já leu as nossas dicas de como organizar o orçamento da sua obra, não deixe de acessar aos nossos perfis virtuais e conhecer os nossos serviços. Para mais informações, entre em contato conosco e seja atendido por um de nossos profissionais comprometidos e qualificados.