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Em muitos ramos é necessário que seja feito um controle de diferentes aspectos a fim de manter o projeto nos trilhos e obter os melhores resultados na conclusão do mesmo. E na Engenharia Civil, não é diferente. É preciso uma gestão de obras para controlar diversos pontos, como orçamento, fornecedores, prazos e mão de obra. São métricas que determinam se as etapas e serviços estão ocorrendo conforme o planejado e garantem que tudo ocorrerá conforme o esperado.

Além disso, esse tipo de mensuração ajuda a diminuir o índice de falhas e perdas, e já demonstra a atitude a ser tomada para a resolução. Por exemplo: Se os custos com a obra estão passando do orçamento estabelecido, por meio da gestão de obras é possível corrigir o problema antes que ele tome proporções irremediáveis. Neste artigo vamos tratar das métricas mais utilizadas nessa gestão, continue a leitura!

Quais são as métricas utilizadas na Construção Civil?

Para que os resultados e etapas na construção civil sejam analisados e mensurados de forma técnica e eficaz, é preciso que seja feita a análise dos KPIs (Key Performance Indicator – Indicador-chave de desempenho). Existem múltiplos KPIs, e não há a necessidade de utilizar todos eles, em todos os projetos, é preciso definir o que será preciso analisar e, assim, definir as métricas. Os indicadores devem ser padronizados, assim como os procedimentos de análise de cada um deles, de acordo com alguns critérios:

• indicadores;
• objetivo de cada análise;
• método utilizado para coletar dados;
• fórmula do cálculo (padronizada);
• frequência;
• responsáveis pela execução da análise.

Principais KPIs na Construção Civil

PPC – Percentual de Planos Concluídos

Esse é um dos indicadores mais utilizados na execução de obras e projetos de construção civil. O Percentual de Planos Concluídos é utilizado para avaliar a execução das metas de curto prazo estabelecidas, fiscalizando o projeto como um todo em cada umas das etapas e ajustando as expectativas dentro dessas mesmas etapas.

Para realizar o cálculo desse KPI é preciso que seja feito um planejamento adequado das tarefas a serem realizadas, em todos os seus aspectos. Sendo assim, é possível realizar uma verificação periódica da conclusão das atividades e uma fiscalização mais efetiva. Para fazer essa análise, é necessário realizar um cálculo padronizado:

PPC = número de tarefas realizadas /número de tarefas programadas x 100
Em uma semana em que estão previstas 70 tarefas, e foram realizadas 45, teria um PPC de 64,2%, conforme o cálculo:
PPC = 45/ 70 x 100
PPC = 64,2%

Geralmente, o índice esperado no PPC é de 80%, no mínimo, sendo ideal que ele esteja sempre próximo do 100%, para que o planejamento esteja ocorrendo adequadamente. Como é um cálculo periódico, esse KPI poderá ter variações, mas é necessário que seja feita uma análise das razões que levaram à queda desse índice.

Taxa de perdas

É normal, dentro da execução de um projeto que construção, que perdas aconteçam. Problemas na obra podem levar ao desperdício de material, necessidade de retrabalho e alguns casos, atrasos ou prazos apertados. Para controlar esse tipo de situação, é preciso estabelecer métricas padronizadas e utilizar uma fórmula específica?

Taxa de perdas = situação real – situação de referência / situação de referência x 100

Para obter a porcentagem relativa à taxa de perdas da obra, é preciso considerar o resultado das horas efetivamente trabalhadas, menos as horas necessárias para o retrabalho. Imagine que, para a execução de determinada atividade tenham sido necessárias 400 horas no mês, e para o retrabalho tenham sido necessárias 40 horas, o cálculo seria o seguinte:

Taxa de perdas = (total de horas efetivamente trabalhadas – total de horas utilizadas no retrabalho) – horas trabalhadas / horas trabalhadas x 100
Taxa de perdas = (400 – 40) – 400 / 400 x 100
Taxa de perdas = -10%

Quando o resultado dessa equação for uma porcentagem negativa, significa que a obra apresentou perdas. Se o resultado obtido foi positivo, significa que apresentou ganho.

Desvio de custo

O desvio de custo determina se o valor do orçamento foi excedido de alguma forma, gerando prejuízos para a obra. A fórmula utilizada para o cálculo desse índice é muito semelhante a utilizada no cálculo da taxa de perdas, como veremos a seguir:

Desvio de custo = custo real – custo orçado / custo orçado x 100

Na seguinte situação hipotética, suponha que o orçamento total da obra tenha sido estipulado em R$ 50 mil, mas no final da obra o valor atingido tenha sido de R$ 55 mil, obteremos os seguintes resultados:

Desvio de custo = 55.000 – 50.000 / 50.000 x 100
Desvio de custo = 10%
Sendo assim, no final do projeto, o orçamento ficou acima 10% do que havia sido previsto.

Essa métrica não é calculada apenas no final, mas periodicamente no decorrer da execução da obra, podendo ser acompanhada constantemente. Dessa forma, será possível controlar gastos e realizar ajustes a fim de não obter uma taxa muito alta nesse índice.

Diferentemente da métrica anterior, resultados negativos apresentam ganho no orçamento final, ou seja, ele ficou abaixo do esperado.

Desvio de prazo

Para o cálculo dos desvios de prazo, é seguida a mesma lógica, ou seja:

Desvio de prazo = prazo planejado – prazo real / prazo total planejado x 100

Suponha que o prazo para a conclusão de uma obra tenha sido de 80 dias, mas tenha sido necessários mais 15 dias, totalizando 95. O cálculo seria o seguinte:
Desvio de prazo = 80 – 95 / 80 x 100
Desvio de prazo = -18,75

Índice de acidentes de trabalho

Esse indicador é de extrema importância para o gerenciamento da obra, pois diz respeito diretamente à segurança do projeto. Através dele, podemos identificar se todas as medidas de segurança estabelecidas estão sendo seguidas de forma adequada, como a utilização dos EPIs (equipamentos de proteção individual), por exemplo. Para calcular essa taxa, é utilizada a seguinte fórmula:

Índice de Acidentes de Trabalho = número total de acidentes ocorridos/ total de colaboradores em atividade x 100

Suponha que esteja atuando na obra uma equipe composta por 120 colaboradores e tenham ocorrido 18 acidentes de trabalho no período de execução.

Taxa de acidentes de trabalho = 18 / 120 x 100
Taxa de acidentes de trabalho = 15%

Conclusão

Todas essas métricas precisam ser acompanhadas sistematicamente, dessa forma o gerenciamento dos projetos será otimizado e realizado de forma muito mais eficiente. O desempenho geral da obra será muito melhor, além do controle de orçamento e análise de resultados.

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